Maria Ramos da Silva
(Boqueirão/Sento Sé/BA, 25 de março de 1923)
(Genebra/SUIÇA, 29 de dezembro de 2025)
Maria Ribeiro foi uma atriz, assistente de produção e editora brasileiro com atuação cinema e TV. Maria Ramos da Silva era filha de pais lavradores, é a caçula de SETE irmãos. Aos TRÊS anos de idade, a família se mudou para a cidade de Juazeiro e posteriormente para Pirapora (Minas Gerais), onde fez o curso primário e passou a viver com um casal de tios mineiros que cuidaria dela até a idade adulta. Maria Ribeiro viveu parte de sua infância e juventude às margens do rio São Francisco. Ao completar QUINZE anos, Maria Ribeiro se mudou com seus tios para a cidade do Rio de Janeiro, onde continuou os estudos e, algum tempo depois, trabalhou num laboratório farmacêutico, serviço que não a empolgou. Quando estava com cerca de QUARENTA anos, Maria Ribeiro conseguiu emprego na “Líder Cine Laboratórios”, (uma empresa que fazia revelação e edição de filmes e era considerada, à época, a maior do Brasil nesse setor). Como chefe do departamento de expedição, Maria Ribeiro acumulava as funções de recepcionista e faturista. Maria Ribeiro esteve em atividade por mais de MEIO século e participou de várias produções cinematográficas no Brasil. Maria Ribeiro se projetou nacional e internacionalmente com sua atuação no filme “Vidas Secas” (Sinhá Vitória) de Nélson Pereira dos Santos. No cinema, Maria Ribeiro fez ainda, entre outros, os filmes “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (Dionorá), “Por Uns Dólares a Mais/Per Qualche Dollaro in Piú” (assistência de direção), no Brasil, na França, na Itália e na Alemanha, “Três Homens em Conflito/Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo” (assistente de direção), no Brasil, nos Estados Unidos, na Alemanha, na França e na Itália, “Os Herdeiros” (Teresa), “A Noite Americana/La Nuite Américaine” (assistente de produção) no Brasil, na França e na Itália, “O Amuleto de Ogum” (Maria), “Perdida” (Sá Maria), “Soledade, a Bagaceira” (Carlota), “A Terceira Margem do Rio” (avó de Nhinhinha) no Brasil e na França, “Como se Morre no Cinema” (ela mesma) e “As Tranças de Maria” (Sá Virgila). Na TV, Maria Ribeiro esteve no episódio “L´Isola Delle Voci” (Malama) da série “Avventure di Mare e di Costa” na RAI (TV italiana), participou como convidada do “Programa Hebe Camargo Show” da TV Record em parceira com a TV Rio, da série “Glauber Rocha” (ela mesma) e dos episódios “Teleteatro Iracema” e “Teleteatro Iara, Mãe D´Água” da série “Glauber Rocha” na TV Tupi. Maria Ribeiro teve UMA filha, Wilma Lindamar da Silva, que também seguiu a carreira de atriz. Quando Wilma estava com DEZESSETE anos, Maria a incentivou a fazer um teste para o filme “Selva Trágica”, porém, ela perdeu o papel para Rejane Medeiros. Pouco conhecida no Brasil, Wilma fez sucesso na Europa, atuando numa série de telefilmes da Itália, no longa italiano “Ramon il Messicano” e no francês “Angélique et le Sultan”. No início da carreira, Maria considerava sua aparência física limitante para papéis no cinema. Após participar em SEIS filmes e morar um período na Europa, retornou ao Brasil e trabalhou longe das telas até completar o tempo para a aposentadoria. Maria passou a viver numa cidade no interior da Bahia e costumava sair de lá apenas para passar férias em Genebra. Suas aparições públicas se tornaram cada vez mais raras, geralmente atendendo a convites de seu amigo Nélson Pereira dos Santos ou comparecendo a eventos de tributo a ele. Maria Ribeiro passou seus últimos anos de vida na Europa, principalmente na Suiça. Maria Ribeiro morreu de causas naturais devido à senilidade.